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A organizaçom de defesa da língua considera que seria um erro nom reconhecer a unidade da língua no novo estatuto. O MDL aproveitando o trabalho prévio realizado em 2004 entre Amizade Galiza-Portugal, Associaçom Galega da Língua e o próprio MDL, já enviara no seu dia oficialmente à Comissom a seguinte proposta, que foi apoiada publicamente por mais de 100 intelectuais e activistas. Foi a Comissom do Parlamento sobre a reforma do estatuto quem solicitou no seu dia a esta associaçom que enviasse umha proposta de reforma à comissom para a sua tomada em consideraçom.
Para o MDL a aprovaçom de qualquer novo Estatuto de Autonomia que nom desse passos para a frente na defesa e consideraçom do galego como língua de cultura seria um erro político e um fracasso dos três partidos políticos. O documento enviado, breve e claramente explicativo da posiçom galeguista do reintegracionismo assenta em três ideias-eixo para serem defendidas no novo estatuto. Em primeiro lugar a referência explícita a galego e português serem dous nomes da mesma língua, consideraçom imprescindível à hora de dotar a Galiza de ferramentas legais que ajudem a melhor defender o galego nacional e internacionalmente. A definiçom proposta para o artigo 5 "Galego ou português é a língua da Galiza" é considerada a melhor possibilidade de definiçom da língua usando o seu nome internacional e reconhecendo as suas potencialidades, sem por isso esquecer que é a língua do povo galego. Como segunda ideia-eixo a necessidade e obrigatoriedade de o corpo de funcionários que trabalhem na Galiza terem a obriga de saber a língua de maneira a evitarmos as discriminaçons actuais nos âmbitos administrativos (Justiça, Administraçom Pública, Saúde, ......) conhecidas de todos/as. Como terceira ideia-eixo, a proposta defende a plena competência do Governo Galego em matéria audiovisual e das telecomunicaçons, para poder defender o galego e simplificar a adopçom de medidas legais que normalizem a situaçom do galego nos meios de comunicaçom de difusom pública. Isso permitiria termos capacidade para poder legislar desde a Galiza a recepçom de televisons doutros estados que usam a língua da Galiza (nomeadamente as televisons portuguesas e brasileiras). O MDL espera que os três partidos políticos imersos nesse trabalho cheguem aos acordos necessários que ajudem a contemplar estas três ideias no novo Estatuto, porque doutra maneira nada estaria a mudar no âmbito da legalidade para assegurar o futuro do galego. -- Em anexo artigos da proposta que pode ser consultada clicando aqui PROPOSTA REINTEGRACIONISTA DE REFORMA DO ESTATUTO ARTIGO 5 1.O galego ou português é a língua oficial da Galiza. 2.O espanhol é também oficial. Todos tenhem o direito de conhecer e usar ambas as línguas. 3.Os poderes públicos garantirám o uso normal e oficial da língua da Galiza, potenciarám o seu uso em todos os níveis institucionais, culturais e informativos, e disponibilizarão os meios necessários para facilitar o seu conhecimento. 4.(novo apartado) Os poderes públicos promoverão a difusom exterior da língua da Galiza, o seu ensino nas comunidades linguísticas galegas lindantes com o território da Comunidade Autónoma, e nas comunidades de emigrantes galegos em qualquer parte do Mundo, através dum Instituto de Difusom Exterior, fomentando a sua valorizaçom permanente em colaboraçom com os organismos internacionais da língua portuguesa. 5.Ninguém poderá ser discriminado em razom da língua(...)
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