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Comunicado a respeito da reforma pretendida da norma ILGa-RAGa, que levaria à "normativa da concórdia" e que resultou ser o encontro da discórdia.
De certeza, o 17 de Novembro ficará para @s galeguistas como um "Sábado negro". Para quem pensava que esse dia era o dia D, de Definitivo, e também para quem pensava que esse dia era apenas um pequeno trecho num caminho que tardava muito a fazer-se, um tímido passo que chegava demasiado tarde. Mas o passo nom chegou, o qual, a pouco que se analise a situaçom, nom admira. Nom admira para quem olha as cousas do lado de fora dos círculos onde se manejam os fios. Imagino a cara de susto que lhes deve ter ficado a muitas pessoas que dedicárom meses a tentar conseguir um mínimo consenso para levar a proposta à RAG. É a mesma cara que lhe fica à viageira do deserto quando vai encher o cântaro e descobre que tudo era miragem. É o conto da leiteira, neste caso com os coros de muitos meios de comunicaçom, que nom reparárom na grande pedra que tinham à frente até esnafrarem com ela. Mas esta era umha leiteira um tanto atípica. Porque claro, esnafrar com umha pedra é cousa que lhe acontece a qualquer pessoa. Mas esnafrar com umha pedra que um próprio tem ajudado a colocar primeiro e crescer depois, isso já... Ou se tem dupla pessoalidade, ou entom se acredita muito na Divina Providência. O ILG criou um modelo de língua partindo dum poder que lhe foi transferido de forma sectária e ilegítima. Utilizando esse poder para decepar toda e qualquer dissidência , alicerçou um engendro de atropelos que cresceu à solta durante vinte anos. E claro, quando se utiliza e se potencia a imposiçom para mandar, e nom o diálogo para conviver, já sabemos o que acontece: que o dia que nos levantamos "progres" e queremos dialogar, nom encontramos o interlocutor, porque nós mesm@s o eliminamos. O ILG, agora, nom entende que as directrizes políticas estejam por cima das lingüísticas. Alguns membros destacados sentem-se desautorizados como lingüistas -dizem eles próprios-, talvez mesmo como pessoas que amam o galego -aventuro eu-. Pois bem-vindos ao clube, car@s amig@s. Só fica esperar, como mal menor, que isto sirva para abrir os olhos de muitas pessoas que pensavam ser este um país livre só porque a sua opiniom coincidia com a de quem governava. "Que veinte años no es nada", dizia Carlos Gardel. E tanto que é! Sílvia Capom Sánchez, Porta-Voz Nacional do Movimento Defesa da Língua (MDL) |