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Manifesto: 17 de Maio de 2002 |
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17-May-2002 |
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Manifesto no "Dia das letras galegas"
Cada ano dedicamos o 17 de Maio a alguém que representou, nalgum momento, a vontade de a nossa língua se consolidar como veículo de cultura no sentido mais amplo da expressom. Nom deve interessar a sua origem, os seus motivos, os seus objectivos concretos... Apenas a naturalizaçom social de uma interpretaçom cósmica que é uma língua. Mas, como o "dia das letras" é dia de escrita, pois as letras nom se falam, senom que se lêem, se escrevem, e sobretudo se sentem, o Movimento Defesa da Língua quer aproveitar a celebraçom da festa das Letras Galegas fora dos limites actuais da Galiza autonómica por meio da figura de Martín Sarmiento para fazer um duplo apelo:
- Um apelo à recuperaçom da memória histórica no sentido de tirarmos a poalha que cobre os nomes de inúmer@s escritor@s que defendêrom sempre a escrita etimológica da nossa língua e a pertença das falas galegas ao âmbito da Lusofonia.
- Um apelo à ultrapassagem das fronteiras simbólicas para nos reencontrarmos com as falas que também escedem o limite Sul da Galiza autonómica, reconhecendo como noss@s autor@s portugues@s que elevárom a nossa língua à categoria de língua internacional e de cultura, língua extensa e útil, como foi reconhecida por muitos e expressado nos Jogos Florais de Tui de 1891, há já mais de cem anos, polo insigne galeguista e Presidente da Real Academia Galega, Manuel Murguía.
Sabemos que a nossa língua corre perigo, ainda que nom perigo de extinçom. Só uma visom minifundista e reduzida da língua pode afirmar isto último. Por isso precisamente sabemos também que é preciso, que é imprescindível, retomarmos o caminho de que as instituiçons nos tenhem afastado: o caminho da Lusofonia, que é o único possível. Nom nos resignamos a aceitar que o lugar onde ela nasceu tenha que ser o lugar onde comece a morrer. Aquí, nas terras do norte, muitas pessoas temos ainda a esperança de nom ter que ver as nossas margaridas a florescer noutros campos, a esperança de nom ter que visitar outras terras para viver nelas aquelas mil primaveras mais para a nossa língua. Movimento Defesa da Língua, 17 de Maio de 2002. |