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Comunicado dirigido para a empresa da cerveja SuperBock e a publicidade em castelhano que fazem no evento SantiRock 2003 (outro comunicado de protesto para os organizadores deste evento foi emitido no mesmo dia).
À secção de Publicidade da Super Bock e à Direcção da empresa: Como Porta-Voz do Movimento Defesa da Língua, organização de defesa da língua e cultura galegas dirijo-me a vocês para realizar uma queixa após comprovar como a sua publicidade na actividade do Santirock não produz o efeito positivo que os consumidores do vosso produto na Galiza esperávamos. Como consumidores e defensores da língua desta terra, língua comum a galegos e portugueses, gostariamos que a Super Bock tivesse a sensibilidade suficiente para perceber que grande parte do consumo neste País vem dado, bem por portugueses residentes na Galiza, bem por galegos que gostam do sabor e do bem escrita que apresenta a nossa língua esta cerveja. À margem do marketing e design, desde já têm à vossa disposição um público recetivo que olha com bons olhos a implantação de produtos portugueses na nossa terra, pelo que traz de normalidade linguística às prateleiras dos nossos supermercados. Mas da mesma maneira, este mesmo público vamos gostar menos ainda de ver como os portugueses transportam os preconceitos de ser o espanhol a língua de cultura e de mercado na Galiza. Para nós a publicidade realizada em espanhol na Galiza só pode ser vista como uma mostra de desprezo para a nossa cultura, ou quando menos de esquecimento inexplicável. Mais uma vez, o Santirock publicita na Internet, e nom só, um dos acontecimentos musicais mais interessantes de Compostela só em língua espanhola, não sabemos se por falta de visão comercial, pois cada vez somos mais os galegos e galegas que exigimos que a nossa língua ocupe todos os espaços antes vedados, que lhe correspondem, e queremos também curtir da música mais actual publicitada na nossa língua, quer em versão portuguesa, quer galega oficial. É então uma exigência fora de lugar para a Super Bock? Cada dia podemos ver como todos os organismos e empresas começam a entender e habituar-se à realidade galega, e ou bem em galego ou em português publicitam os seus produtos na nossa língua. Nós com esta carta queremos fazer ver também à Super Bock que a nossa língua comum é útil também deste lado do Minho e tem um público cada vez mais amplo, que quere recebê-la. Ainda mais, escrevendo à nossa língua à portuguesa, isto é, em português, poderiam unificar o mercado económico da euro-região, interesse comum a empresas galegas e portuguesas, poupando despessas sem deixar de mostrar um respeito para os galegos e galegas; e ainda colaborando a estender a variante mais internacional da nossa língua neste nosso país, contribuindo para afiançar a variante mais útil e eficaz do galego a nível comercial também aqui. Pedimos então que a nossa língua, galega ou portuguesa, seja utilizada pela SuperBock de agora em diante na sua relação com a sociedade galega. Qualquer uma das opções de norma (galega oficial ou padrão portuguesa) reverte em benefício para vocês (subsídios, unificação do mercado ....) e para os que nos preocupamos com a língua e cultura desta terra. Sem mais, obrigado pela atenção Luís Fontenla Figueroa Porta-Voz do Movimento Defesa da Língua Podes ver a referência de Vieiros a este comunicado aqui |