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Queixa ao jornal "La Voz de Galicia" por nos excluir num recente especial acerca do futuro da nossa língua, ficando só com as posturas isolacionistas conhecidas de sempre
À "La Voz de Galicia": Mais uma vez filiados/as do Movimento Defesa da Língua solicitam que, na condiçom de Porta-Voz, realize uma queixa ao Jornal pela recente ediçom dum especial acerca do futuro da nossa língua onde se pretende colocar as opiniões dos agentes normalizadores a respeito da questom que nos ocupa, a língua e a sua saúde. Novamente, a redacçom deste jornal decidiu nom contactar com uma parte significativa desses agentes, aqueles que defendemos a língua galega do ponto de vista de ser a mesma língua que a portuguesa. Os colectivos reintegracionistas, que realizamos um trabalho fundamenta na defesa do idioma, continuamos excluídos da imprensa neste tipo de informes quando na verdade, somos aqueles que mais podemos aportar na renovaçom do discurso e das propostas para a normalizaçom. No especial deste sábado "La Voz" coloca na palavra dos mesmos vultos de sempre a postura vitimista de sempre com respeito ao galego, e também novamente as soluç ões levantadas por esses vultos nom parecem ter aportado nada novo de vinte anos para aqui. A soluçom passa, para estes defensores da língua por conseguir encontrar uma fórmula que faça com que os jovens galegos escolham a sua língua, mas sem concretizar. Também passa para eles por uma mudança de governo. Quer dizer, o mesmo discurso repetido, os mesmos tópicos e a constatação do que todo o mundo sabe: que o espanhol na Galiza continua a ser a verdadeira língua de cultura e ascensom social. É pena que a redacçom de "La Voz" nom tivesse em conta a nossa voz, a dos colectivos reintegracionistas, onde encontraria novos ares e posturas inovadoras com respeito à intervençom social e recuperaçom do galego. Também encontraria a quantidade de ideias e projetos que desenvolvemos ano após ano do lado reintegracionista, o lado que realmente está a revolucionar a conceiçom da língua na sociedade, deixando de ser uma pobre vítima minoritária do espanhol, sendo uma língua inter nacional de comunicaçom com capacidade para competir com ela. Também aproveitando a queixa, nom está de mais apontar para alguns dos problemas mais graves do panorama linguístico galego, problemas que nom apareceram reflexados no vosso especial. Do nosso ponto de vista, onde existe um conflito de imposiçom duma língua sobre a outra, a escola é realmente a grande potenciadora do espanhol na Galiza, mas também som responsáveis dessa omnipresença os jornais, os nove canais de TV, e a recente campanha de promoçom do espanhol como "uma das línguas mais importantes a nível mundial" (quando a sua relevância nom passa nem tanto por cima do português no mundo). Para o MDL, as soluções passariam, por exemplo, por introduzir desde já o português nas escolas (ainda como língua estrangeira), trazer para a Galiza a produçom musical, audiovisual, informática do Brasil e Portugal; ou, por exemplo, podermos ver as TV´s portuguesas em todo o território ao igual que vemos as Televisões espanholas. Desta maneira, estaríamos dotando aos galegos dum elemento fortalecedor da sua identidade linguística face à abafante imposiçom do espanhol na nossa Terra. Mais uma vez, ficamos à disposiçom dos meios para informar das nossas posições e atividades. O Porta-Voz do MDL Luís Fontenla Figueroa
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