Membros do MDL participaram nas manifestações de Compostela, Ogrobe e Ourense convocada para exigir o cumprimento do decreto 247/95 que regula o uso da nossa língua no ensino. Eis o texto dos folhetos distribuídos pelo MDL:
EM DEFESA DA LÍNGUA NO ENSINO PÚBLICO A nossa língua está em perigo. É um facto comprovável a olhos vistos que cada vez temos menos falantes e que, sobretudo na juventude, o seu uso está em declínio numa situaçom em que a imposiçom do espanhol como única língua de cultura faz com que nos encontremos entre os povos com o seu património cultural mais autêntico (o idioma) em perigo de extinçom, como recentemente assinalou a UNESCO.
O desinteresse e falta de atençom com que o governo da Xunta se ocupou da língua própria da Galiza pode-se considerar uma verdadeira política linguística eficaz, que procura a morte por asfixia, ao reduzir a língua a uma funçom simbólica de folkorismo.
A nossa língua, a mesma que falam portugueses(as) e brasileiros(as), nom é uma língua útil unicamente para falar de nomes de peixes, de árvores ou das partes do carro. Do outro lado do Minho, no Brasil, ou nos países de língua oficial portuguesa espalhados pelo mundo, é também útil para o desenvolvimento de qualquer actividade humana.
Ainda, o governo galego aprovou certas leis (o decreto 247/95) que obrigava a leccionar em galego matérias concretas do ensino secundário. Mas este decreto ficou eivado e nom foi efectivo porquanto esqueceram formar o professorado para esta situaçom e preparar mecanismos de controle que comprovem o seu cumprimento.
Perante a situaçom actual onde nem se pode confirmar um relevo geracional significativo de utentes da língua própria do País, é talvez momento de exigir medidas urgentes para reverter este processo.
O MDL, como colectivo que defende a língua do País, propom as seguintes reivindicações à procura dum futuro para a nossa língua no ensino público:
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Estabelecer mecanismos para fazer efectivo o decreto 247/95:
a) cursos específicos obrigatórios de formaçom do actual professorado das matérias afectadas;
b) provas obrigatórias de competência linguística para poder continuar a desenvolver a profissom,
c) reformar professores ("prejubilación");
d) fazer extensivos estes cursos e provas competenciais para os novos e novas professoras poderem aceder às oposições das matérias afectadas pelo decreto.
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Generalizar a oferta de português como língua secundária em todos os centros de ensino secundário, para um maior estudo da nossa língua noutra das variantes que possui.
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Generalizar nas bibliotecas dos centros de ensino exemplares
de material necessário para todas as cadeiras,
quer em versom galega, se houver traduçom,
quer na portuguesa.
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Dotar os centros de ensino de material didáctico de todo o tipo utilizando meios
de expressom portuguesa (nomeadamente audivisuais).
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Estudar a possibilidade dum novo modelo de ensino público através de três
módulos de ensino a escolher: monolingues (castelhano ou galego) e mixto.
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