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A exclusão do reintegracionismo do trabalho de elaboração do plano debilita-o no que diz respeito ao aproveitamento do potencial internacional da língua.
A crítica que devemos fazer, antes da consideração do conteúdo do Plano, é que o reintegracionismo não foi chamado à co-elaboração do documento, no qual teria participado com contribuições significativas, originais e -entendemos- efectivas. Isto percebe-se na sua eiva principal, que é a menção escassa e muito pontual à lusofonia. Esta menção só existe quando, entre os pontos fracos recolhidos no "Sector 7. Proxección exterior da língua" (página 261), se lamenta o "distanciamento da realidade cultural e lingüística lusófona". Entendemos que se se assinala este ponto fraco é porque se reconhece que a lusofonia representa uma realidade próxima e singular para a Galiza, de cujo relacionamento se deriva um benefício cultural e linguístico para nós. Se isto é assim, é contraditório que este reconhecimento não derive em pontos concretos, como são as "directrizes estratégicas", os "objectivos específicos" e as "medidas" que se estabelecem para todos os sectores do plano. Desta maneira, entendemos que o plano deveria recolher: a) Medidas específicas de relacionamento social e institucional entre a Galiza e os países de língua oficial portuguesa, conducentes à aproximação linguística e cultural. b) Medidas específicas para o aproveitamento dos recursos fornecidos pela lusofonia para a normalização da língua da Galiza. c) Especificação do status singular que imigrantes provenientes de países de língua oficial portuguesa teriam, a efeitos das medidas aplicadas aos imigrantes em geral no capítulo de imigração. d) Especificação do distinto estatuto das medidas promocionais no estrangeiro a aplicar na lusofonia ou no resto de países, tanto em política universitária como empresarial. e) Obrigação de representação, em todas as informações promocionais que as instituições galegas -políticas e académicas- façam em qualquer país estrangeiro, da concepção reintegracionista. Como também liberdade e apoio para as iniciativas privadas que promovam internacionalmente a língua da Galiza nessa perspectiva. f) Adequação das estratégias de reconhecimento, no Reino da Espanha e na União Europeia, ao facto da existência do português como língua oficial na República Portuguesa. Destacadamente, a este respeito, entendemos que não se apresentam as mesmas possibilidades neste campo para a língua da Galiza do que para as línguas basca ou catalã, e esta diferença de potencial deve ser aproveitada. g) Medidas encaminhadas ao aproveitamento das possibilidades estratégicas do Instituto Camões, à par das programadas para o aproveitamento do Instituto Cervantes. O Conselho do MDL |